A experiência de Álvaro Vilella no Conversando Fotografia

O trabalho de Álvaro Vilela foi o foco da sétima edição do Conversando Fotografia. Vilella é o primeiro convidado do projeto que não nasceu em Aracaju e nem está desenvolvendo sua carreira fotográfica, no momento, na capital sergipana. Porém, ele faz parte daquele grupo de fotógrafos que têm uma relação estreita com a cidade. Foi em Aracaju que ele deu seus primeiros passos na fotografia e onde construiu uma relação forte de amizade com várias pessoas, várias delas que foram vê-lo em sua apresentação na Sociedade Semear.

Embora more atualmente em Salvador, a idéia do fotógrafo é circular o máximo que pode por diversos outros mundos. Passou meses documentando a vida dos moradores do Raso da Catarina, considerado um dos lugares mais secos do nordeste e com uma população doce e receptiva. Foi através dela que Vilella pôde rever os seus conceitos sobre o lugar, trocar experiências íntimas (como a conversa sobre a rotina das famílias, incluindo a sua, por meio de fotos de parentes e amigos), ouvir sobre novas perspectivas de se relacionar com a fotografia e desenvolver o trabalho que virou destaque em 2010 por meio do livro A Natureza do Homem no Raso da Catarina, lançado pela Editora Tempo D´Imagem, de Tiago Santana e Celso Oliveira.

Álvaro sempre se refere emocionado sobre as pessoas que conheceu, os desafios que a convivência com elas lhe proporcionou, as amizades que construiu e o que encontra sempre que retorna ao Raso para novas visitas com risadas e café. É assim, também, que ele falou dos cubanos com quem conviveu para realizar a documentação Cuba dos Cubanos, que causou polêmica e muita discussão no Rio de Janeiro, na ocasião da exposição; e também da comunidade quilombola que visitou para um trabalho que o levou a refletir sobre a relação de alguns grupos remanescentes com as heranças culturais afrobrasileiras. Este foi o trabalho que agregou as experiências distintas de Vilella com fotopublicidade e fotodocumentação e cujo resultado vai ser exposto no Photo España 2011.

Ele também contou que andou bastante pela ásia, europa e américa do norte e tem visto semelhanças no material que produziu nesses países. O resultado desses cruzamentos está levando ao trabalho Sem Fronteiras, que ainda é inédito, porque está em fase de produção. Por outro lado, depois de andar pelo mundo, Álvaro Vilella começou a olhar Salvador de outra maneira e assim está nascendo aos poucos o projeto Um Certo Salvador, que ele conta fascinado a sua redescoberta da cidade, projetando fotos feitas na feira de São Joaquim.

Quem não teve a oportunidade de conferir a conversa ao vivo, o resumo também pode ser encontrado no twitter do Trotamundos Coletivo @trotamundosbr. As fotos de Álvaro Vilella podem ser vistas no flickr dele.

Depois de várias andanças, Álvaro Vilella foca o olhar em Salvador e na Feira de São Joaquim - Foto: Arthur Soares

Antes de ser fotógrafo, Vilella era tema de matérias de jornal por causa de sua militância no movimento estudantil - Foto: Arthur Soares

O projeto Faces dos Quilombos agregou a experiência dele com fotografia publicitária à sua paixão pela fotografia documental - Foto: Arthur Soares

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