Referências Fotográficas III – Luiz Humberto em Lembranças

Opa,

Venho novamente trazer um pequeno texto escaneado, dessa vez de autoria de Luis Humberto, eterno provocador e fotógrafo, que foi publicado na revista Fotoptica(Abril/Maio de 1984). Para acessar o pdf do texto basta clicar no link abaixo:

Fotografia Inquietações e Ambiguidades

E falando em Luis Humberto, lembro de uma pequena passagem no ano de 2007 no Foto Arte Brasília. Isso mesmo, lá fui eu para a capital do país atrás de respostas para minha fotografia. Estava eu no caminho certo? Posso dizer que ainda não tenho uma resposta, mas continuo em busca dela.

Vejam vocês, queria mostrar meu acanhado projeto de conclusão de curso sobre os romeiros de Juazeiro do Norte para o ídolo Tiago Santana, que possui a obra-prima Benditos (Tempo d’imagem, 2000) – ensaio com a mesma temática, mas com uma linguagem diferente da minha.

Fiz a leitura de portfólio com Tiago Santana e, de quebra, a coordenação do evento ofereceu mais duas leituras, pois a demanda dos leitores não foram supridas. Então, segui para o próximo a analisar meu trabalho, desta vez Leopoldo Plentz – desconhecido para mim até aquele momento. Começou a avaliação com uma pequena observação à apresentação do projeto, seguiram mais outros comentários e então minha atenção volta para o senhor que se deslocava com ajuda de uma muleta em direção a nossa mesa, pede licença e senta.

Seguem os argumentos de Plentz e, em uma delas, o senhor interrompe com um comentário sobre a falta de harmonia de uma foto por conta de um corte . A  imagem traz dois romeiros de costas , em que os chapéus estão com as abas incompletas, evitando o equilíbrio.

As abas que inquietaram Luiz Humberto: o complemento pode ser subjetivo?

Acredito que a leitura de portfólio seja um momento para deixar a vaidade de lado e saber ouvir com cautela o que uma pessoa devidamente capacitada pode acrescentar com comentários criteriosos e ressalvas sobre seu trabalho. Admito que ouvi e concordei no primeiro momento, mas no pós leitura esse dito equilíbrio é subjetivo. As abas estão ali, eu as vejo, entendem?

A fotografia tem dessas coisas, nem sempre o que vejo é verdade, mas o que não vejo pode vir a ser. Que nem a fotografia do senhor Luis Humberto, ele nos instiga a ver além da fotografia – ato reflexivo que ultrapassa as linhas que a cerca.

Boa leitura!

Obs: É importante salientar que Leopoldo Plentz e Luis Humberto possuem uma relação muito íntima, pois Plentz foi por muitos anos o laboratorista dos filmes de LH.

Alejandro Zambrana

Seguem alguns links
Leopoldo Plentz
Foto em Cena (Canal Brasil) –
http://canalbrasil.globo.com/index.php?idvideo=6679

Luis Humberto
http://luishumbertoblog.wordpress.com/

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