Diário de Bordo – Quem Faz a Foto?

O primeiro encontro foi num sábado, à tarde, 06 de junho de 2009.

Eu (Zak) estava interessado em fazer um passeio pelos lados menos alardeados como “CARTÕES -POSTAIS” de Aracaju, e essa idéia foi alimentada por Marcel, colega de minha esposa, trabalhador da saúde mental do município na época. Batemos um papo e ele sugeriu fazermos alguma intervenção no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Jael Patricio de Lima, na zona norte da cidade.

Eu conhecia algumas pessoas interessadas em fazer algo menos tradicional no âmbito da fotografia e calhou da equipe do CAPS estar interessada em fazer algo diferente, pensando em fazer com que a comunidade circulasse por dentro do CAPS Jael.

Uma idéia levou a outra e lá estávamos: Eu, Taísa, Marcel, Karen, Marcelinho, Daniely, Danilo, Alejandro e Liomar, ansiosos pelo que estaria a vir: um projeto de intervenção fotográfica com os membros da comunidade da zona norte, incluindo aí os usuários de saúde mental. Misturar tudo, os “playboy” da zona classe média, a galera da zona norte e ainda por cima usuários de saúde mental os “loucos”!

Cara, eu estava super ansioso pra todos irem, discutirem e chegarmos a uma idéia e colocarmos em prática logo! Na real o que aconteceu foi o óbvio: um primeiro encontro, onde algumas noções de todas as partes foram apresentadas, discutidas e rolou uma simpatia geral sobre o tema: oficina de fotografia com o objetivo de apresentar a linguagem fotográfica àqueles que usam celular ou câmera, entender o processo, as nuances iniciais da fotografia como linguagem artística ou não, saber como as pessoas vivem, vêem, enxergam o dia-a-dia e como utilizariam a fotografia como recurso de registro na vida. Ufa!

As possibilidades eram muitas, bastava saber o “como fazer” esse encontro.

Alguns dias depois chegamos a traçar uma idéia de como traçar os encontros, com que material e decidimos algo que não estava na ordem do dia: pensarmos a intervenção como um coletivo, não como um grupo de pessoas em separado, mas construirmos outros projetos também.

E foi aí que nasceu o Trotamundos (nome sugerido por Taísa).

Quando a idéia do Trotamundos afetou a galera, todo mundo ficou ouriçado. Novos projetos, possibilidades infinitas, dentro de propostas que envolvessem a arte fotográfica.

E assim mantivemos nossos objetivos de montar a oficina, montamos o projeto e aguardamos ansiosamente pelo início.

Fizemos o cartaz, participamos da caminhada com o pessoal do Caps pelas redondezas, fotografamos um pouco e divulgamos pela vizinhança as datas da oficina.

E então?

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